Marshall McLuhan

MARSHALL MCLUHAN
(1911 – 1980)

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Teórico canadiano, Herbert Marshall McLuhan nasceu a 21 de Julho de 1911, em Edmonton, Alberta, e estudou a comunicação de massas, particularmente as consequências das alterações das tecnologias da comunicação na cultura e na sociedade humanas (desde a escrita à imprensa e da imprensa aos media electrónicos).

Na época, foi dada especial atenção às suas asserções acerca da televisão, o que fez cair o autor em desuso quando se tornou evidente para todos a influência desse meio de comunicação de massas na transformação das nossas vidas.

Com a propagação de novos media nos anos 90, algumas das teses de McLuhan foram alvo de renovada atenção. McLuhan sublinhara a diferença entre o médium “pictórico” e sensorial que é o da televisão, e o médium linear de lógica sequencial que é o da imprensa. Da sua obra destacam-se The Mechanical Bride (1951), The Gutenberg Galaxy (1962), Understanding Media (1964), The Medium is the Message (1967), War and Peace in the Global Village (1968), Culture is our Business (1970). Expressões como “the medium is the message” e “global village” ganham cada vez mais destaque no actual paradigma comunicacional. De notar que a perspectiva de viver na “aldeia global” acabou por assustar este autor que atribuiu riscos à possibilidade de tudo acontecer em todo o lado simultaneamente sem qualquer ordem ou sequência.

Se McLuhan foi muitas vezes elogiado pela sua imaginação viva e pela capacidade de ultrapassar as barreiras académicas, também foi acusado de misticismo, de não ter um sistema de pensamento claro e de não ter aderido a nenhuma tradição de investigação estabelecida, o que, na opinião dos seus detractores, retira às suas ideias qualquer base sólida. O certo é que, se a realidade desmentiu entretanto algumas das suas previsões mais rebuscadas, ninguém lhe pode retirar o mérito de ter chamado a atenção para a necessidade de compreender os media e de o ter feito numa época em que o tema tinha razões para ser acutilante.

Em Setembro de 1979, McLuhan sofreu uma trombose que o deixou incapaz de falar, ler ou escrever. Morreu durante o sono a 31 de Dezembro de 1980.

Na sua última aparição na televisão, na Universidade de York, em Toronto, na Primavera de 1979, fez uma síntese final da sua teoria. Tinha começado a olhar todos os artefactos humanos, desde os primeiros instrumentos até aos media electrónicos, incluindo os computadores, como extensões do corpo humano e do seu sistema nervoso – e como componentes da evolução humana, de um modo que Darwin nunca poderia ter imaginado.

Texto editado a partir de excertos das biografias disponíveis em:

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http://www.citi.pt/homepages/espaco/html/marshal_mcluhan.html

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