Vilém Flusser

VILÉM FLUSSER
(1920-1992)

Nascido na recém independente Tchecoslováquia, de uma família de intelectuais judeus (seu pai era professor universitário de matemática e física), Vilém estudou filosofia na Universidade Carolina, em Praga, entre 1938 e 1939. Naquele ano deixou seu país, com os pais de sua futura mulher, Edith Barth, para viver em Londres. Prosseguiu seus estudos na London School of Economics and Political Science, sem no entanto concluí-los.

Em 1940, seus pais, irmã e avós são mortos em campos de concentração da Alemanha: o pai, em Buchenwald ; os avós, a mãe e a irmã, em Theresienstadt.

No ano seguinte, ele e Edith emigram para o Brasil. No mesmo ano, casam-se no Rio de Janeiro, fixando-se posteriormente em São Paulo(cidade). Durante os primeiros anos, Vilém trabalha em uma empresa pertencente à família do sogro, A IRB – Indústrias Radioeletrônicas do Brasil Ltda. O primeiro dos três filhos do casal nasce em 1943.

Em 1950, naturaliza-se brasileiro.

Entre 1950 e 1951, dedica-se ao projeto de um livro sobre a história intelectual do século XVIII, trabalha como jornalista e ensina filosofia. A partir de 1960 inicia sua colaboração com a Revista Brasileira de Filosofia, editada pelo Instituto Brasileiro de Filosofia (IBF) ambos fundados por Miguel Reale, em São Paulo, aproximando-se de um círculo de intelectuais brasileiros de formação liberal.

Ao longo da década de 1960, leciona Filosofia da Ciência, na Escola Politécnica da USP, e Filosofia da Comunicação, na Escola Superior de Cinema e na Escola de Arte Dramática – EAD, também em São Paulo. Além disso, colabora regularmente com com o Suplemento Literário do jornal O Estado de São Paulo e participa ativamente da vida artística da cidade, colaborando com a Bienal de São Paulo. Publica seu primeiro livro – Língua e realidade em 1963.

Em 1966, inicia sua colaboração com o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Porém, em 1970, quando a reforma universitária agregou todos os professores de filosofia da USP ao Departamento de Filosofia da FFLCH, Flusser, que era professor da Politécnica, não foi recontratado. A hipótese de que sua saída da Universidade tenha sido mais um episódio de repressão política relacionado ao regime militar, vigente na época, não parece provável. A maioria dos membros do Departamento era bastante crítica com relação ao regime, enquanto Flusser era considerado conservador entre seus pares. Aparentemente, a não renovação do seu contrato com a Universidade deveu-se à falta de comprovação de títulos acadêmicos.

De todo modo, uma vez excluído da universidade, Vilém deixa o Brasil em 1972 para viver inicialmente na Itália e posteriormente na França e na Alemanha.

Manteve-se bastante ativo até o final de sua vida, escrevendo e ministrando conferências na área de Teoria da Comunicação. Seus trabalhos se concentraram na discussão do pensamento de Heidegger, sendo marcados pelo existencialismo e pela fenomenologia.

Vilém Flusser morreu em acidente de trânsito, ao visitar sua cidade natal, para ministrar uma conferência.

Disponível em:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Vil%C3%A9m_Flusser

Conceitos mais usados:

Imagem técnica. Aparelho. Meta-aparelho. Não-coisa. Informação. Jogo, Código de linha, código de superfície, código numérico. Fotografia.

Principais obras do autor usadas na pesquisa de Audiovisualidades de TV:

FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002

FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

Vídeos relacionados:

http://www.youtube.com/watch?v=ntMKVILXg0I Aparelhos Flusser

http://www.youtube.com/watch?v=sz6ARnj-W2E Imagem técnica

http://www.youtube.com/watch?v=Kj13y_DVIMM Pic to speech #1 Vilem Flusser