Walter Benjamin

WALTER BENJAMIN
(1892 – 1940)

Walter Benjamin nasce em 15 de julho de 1892, “sob o signo de Saturno”, em Berlim. Sua família é típica da burguesia judia, abastada e assimilada, como havia muitas no começo do século. A descoberta da especificidade do judaísmo, em particular da religião e da mística judaicas, se dá, para Benjamin como para muitos da sua geração, através do sionismo nascente e, no caso de Benjamin, graças à sua profunda amizade com Gershom Scholem, um jovem berlinense também que deixará seus estudos de matemática para se dedicar à redescoberta e à reinterpretação da cabala. Ambos se conhecem em 1915, isto é, um ano após o início da Primeira Guerra Mundial que marca, para Benjamin, seu afastamento definitivo da Jugendbewegung. Este “movimento de juventude” tinha por alvo uma reforma do sistema de educação (Bildung) e de ensino alemão, num sentido mais amplo uma crítica da cultura (Kulturkritik) e da sociedade alemãs. Seu mentor, Gustav Wyneken, influenciou profundamente o jovem Benjamin, que detestava a escola tradicional prussiana e se entusiasmou pelos ideais de liberdade, natureza e comunidade da Jugendbewegung. O apoio de Wyneken à Primeira Guerra assim como seu nacionalismo convicto levaram à ruptura.

Quando Benjamin conhece Scholem, descobre, simultaneamente, uma certa visão da política (na época, Scholem era mais à esquerda que seu amigo!) e do judaísmo como forças vivas. Benjamin casa em 1917 com Dora Sophie Pollak, uma mulher muito bela, inteligente e solidária que sempre o ajudará, mesmo mais tarde, depois do divórcio (lembro estes “detalhes” para matizar a imagem de um Benjamin sempre infeliz com as mulheres). Ambos emigram para Berna (Suiça) para evitar o engajamento de Benjamin no exército alemão. Em Berna nasce o único filho, Stephan. Benjamin conhece ali o filósofo marxista Ernst Bloch, também refugiado na Suíça. Em 1919 defende seu doutorado na Universidade de Berna. Tema deste trabalho rigoroso e analítico no melhor sentido da tradição acadêmica: O conceito de crítica de arte no romantismo alemão (tradução brasileira de Márcio Seligmann-Silva Ed. Iluminuras, 1993).

Ao voltar para Berlim em 1920, o jovem Benjamin tinha muito para “dar certo”: uma boa formação, alguns amigos, uma inteligência especulativa e um cuidado filológico ímpares. Os anos difíceis que seguirão e que se tornarão mais duros ainda na década de trinta podem ser explicados por vários fatores. Alguns subjetivos sem dúvida: Benjamin tinha uma incapacidade profunda em lidar com “as coisas práticas da vida”, em particular com o dinheiro, incapacidade que pode ser interpretada como típica deficiência de menino burguês rico e mimado e/ou como revés de uma genialidade especulativa e poética. Outros fatores são de ordem mais política: com o fim abrupto da Revolução Alemã, em particular com o assassinato de Rosa Luxemburg e de Karl Liebknecht em 1919, a República de Weimar envereda por um caminho de pseudo-classicismo e de conformismo cujas conseqüências culturais talvez perdurem até hoje. Uma delas é a separação crescente entre uma universidade sólida, mas bastante tradicional, ciumenta dos seus privilégios e até esclerosada, e uma vida social efervescente de protesto e experimentação fora, às vezes mesmo contra a academia. Benjamin não pertence nem ao establishment acadêmico nem a um movimento intelectual determinado (como o expressionismo ou outros “ismos”). Ele representa, como diria Hannah Arendt, uma espécie em extinção na sociedade ocidental do século XX: “un homme de lettres”, isto é, um homem culto, inteligente, livre e, antes de mais nada, deslocado.

Sua posição em relação à esquerda não o leva a um maior confronto, no seio de um partido por exemplo, como foi o caso para muitos intelectuais de sua geração, pelo menos durante alguns anos. Se ele se aproxima cada vez mais do marxismo, notadamente depois de ter conhecido Asja Lacis em 1924 e, em 1929, Bertold Brecht, nunca adentrará no Partido Comunista, apesar da insistência dos seus novos amigos. Sua viagem a Moscou em 1926 só fará aumentar suas dúvidas em relação ao desenvolvimento da União Soviética, mesmo que escreva, oficialmente, relatos positivos sobre esse período. Paralelamente, sua desconfiança em relação ao sionismo e seu apego à velha tradição européia também o impedem de emigrar para Jerusalém, onde Scholem o convida insistentemente (este último tinha migrado já em 1923 para a Palestina e iria se tornar um dos maiores pesquisadores e historiadores da mística judaica).

Nos anos 20, Benjamin ainda tenta uma colocação mais segura na carreira acadêmica. Escreve um longo ensaio sobre o livro de Goethe, “As afinidades eletivas”. O poeta Hugo Von Hofmannsthal o acolhe com entusiasmo e o publica na sua prestigiosa revista Neue Deustche Beiträge. Este sucesso permite a Benjamin, já com 32 anos, barganhar uma nova “mesada” com seu pai e se dedicar à sua tese de livre-docência, o famoso livro Origem do drama barroco alemão (tradução brasileira de Sérgio Paulo Rouanet, Ed. Brasiliense, 1984). Esta obra difícil, renovadora e erudita, obscura e brilhante, é característica da relação ambígua que Benjamin mantém com a tradição acadêmica: sob a avalanche de citações se perfila uma crítica mordaz à historiografia complacente e autocentrada da “ciência burguesa”, em particular da filosofia e da teoria literária. A irreverência concorre com a sutileza num texto indigesto, simplesmente ilegível para os olhos (e a cabeça) de professores acostumados ao estilo acadêmico respeitoso. Assim, Benjamin foi desaconselhado a apresentar sua tese de livre-docência na Universidade de Frankfurt, o que era uma forma – bem educada? – de recusá-la. Benjamin renuncia, então, à carreira acadêmica. Renúncia anunciada e previsível, talvez até preparada por alguém que não quis se dobrar aos rituais de praxe de uma carreira clássica. Renúncia que só antecipava, aliás, uma demissão segura da universidade alemã, a partir dos anos 30, com a ascensão do nazismo.

A partir de 1925, Benjamin assume, então, essa existência de “freier Schiriftsteller” (“escritor livre”, versão nobre do nosso “free-lance”) na qual a liberdade tem geralmente por preço a pobreza, às vezes a miséria. Viaja para Moscou, volta a Berlim, faz longas estadias em Paris, onde tenta se aproximar dos meios literários franceses. Traduz Baudelaire, Proust, Saint John de Perse, entrevista Gide, lê com entusiasmo O camponês de Paris de Louis Aragon. Começa o gigantesco trabalho da Obra das passagens (Passagen-Werk), uma tentativa de reconstrução do século XIX e de arqueologia da modernidade pelo retrato da Paris desaparecida do último século. Em 1933 Hitler é feito chanceler do Reich; o incêndio do Reichstag inaugura uma caça sem precedentes aos comunistas e, também, aos judeus. Benjamin exila-se definitivamente e viverá em Paris até sua morte, com freqüentes mudanças de endereço para conseguir quartos mais baratos e com várias estadias na Dinamarca (na casa de Brecht, também exilado), em San Remo (na pensão de sua ex-mulher, Dora), e em Ibiza, onde a vida é menos cara que em Paris.

Desde 1934 ele se torna bolsista do Instituto de Pesquisa Social. O famoso instituto, núcleo da assim chamada “Escola de Frankfurt”, tinha emigrado em 1933 para Genebra e, em meados de 1934, para Nova York. Seu chefe incontestado era Max Horkheimer, uma das melhores cabeças, e Adorno. As relações entre Horkheimer, Adorno e Benjamin são antigas: Horkheimer era o assistente do professor frankfurtiano que “recusou” a tese de livre-docência de Benjamin. Em compensação, Adorno estudou com seus alunos A origem do drama barroco alemão num dos seus últimos seminários nesta universidade, em 1932. Amizade sem dúvida, mas também dependência (econômica da parte do bolsista Benjamin), concorrência e suscetibilidade, solidariedade também caracterizaram essas relações nada simples. Mesmo depois da morte de Benjamin, a política editorial de Adorno em relação à publicação dos escritos do seu amigo morto foi duramente atacada. No que diz respeito aos últimos anos de Benjamin, podemos reconhecer o empenho dos “nova-iorquinos” em possibilitar a emigração de Benjamin para os Estados Unidos. Mas este empenho como, igualmente, as tentativas sérias por parte de Benjamin de deixar a Europa foram tardios demais.

O ano de 1939 o encontra no limiar da miséria. Desde 1935 as revistas e os jornais alemães não aceitam mais nenhum dos seus artigos. Lembremos que, com a Kristallnacht, no início de novembro de 1938, as gigantescas perseguições aos judeus que ainda viviam na Alemanha se tornam sistemáticas. Benjamin depende, portanto, do pagamento do Instituto do qual se torna, desde fins de 1937, colaborador regular, mas que não aumenta seus financiamentos na medida por ele desejada. Os desacordos teóricos – sobre os trabalhos a respeito de Baudelaire em particular – só podiam ser ressentidos por Benjamin também como ameaças para sua sobrevivência material. Em maio de 1939, Benjamin toma conhecimento pela embaixada alemã em Paris que foi destituído da cidadania alemã (“Ausbürgerung”). Suas tentativas de naturalização francesa não terão sucesso; ele mesmo escreve a Horkheimer que, em abril de 1939, há 90 mil pedidos de naturalização pendentes na prefeitura de Paris! Em agosto do mesmo ano, a Alemanha nazista e a União Soviética firmam um pacto de comércio, depois de não-agressão mútua. Em 1º de setembro, a Alemanha invade a Polônia. Inglaterra e França exigem a retirada das tropas alemãs e, diante da recusa, declaram guerra à Alemanha em 3 de setembro. No mesmo dia, o governo francês afixa avisos públicos que chamam os cidadãos de origem alemã e austríaca, agora virtualmente inimigos da França, mesmo que estejam refugiados dos seus próprios países, a se encontrar num estádio olímpico, no norte de Paris (a história dos estádios poderia ser um capítulo à parte da história do Século XX). Walter Benjamin segue a ordem como cerca de outros quatro mil homens. As condições de internação e de higiene eram muitíssimo precárias. Depois de umas duas semanas, os detentos foram transferidos para “campos para trabalhadores voluntários” na província. Benjamin chega assim em Vernuche, perto de Nevers, num antigo castelo vazio e sem nenhum conforto. Os trezentos internos organizam uma vida comunitária provisória. Um jovem sionista de Frankfurt, Max Aron, cuida de Benjamin com respeito, constrói uma parede de tábuas em baixo de uma escada para eles terem um mínimo de privacidade. Profundamente religioso, celebra o Shabbath em condições precárias e conta histórias midráshicas a Benjamin, que retribui com belas historietas… chinesas. Benjamin e outros companheiros começam a projetar um “boletim de Vernuche” que nunca chegou à publicação, mas cujos esboços manuscritos ainda se encontram no Arquivo Benjamin. Em meados de novembro, Benjamin é libertado graças à ação conjunta de seus amigos franceses Adrienne Monnier (dona da famosa livraria do Odéon) e Henri Hoppenot, um diplomata de alto escalão, que trabalhava no Ministério das Relações Estrangeiras e que iria, mais tarde, passar para a Resistência.

Em 30 de novembro de 1939, Benjamin escreve a Horkheimer: “A Bibliothèque Nationale foi reaberta e conto retomar meus trabalhos depois de ter me restabelecido minimamente e arrumado meus papéis.” De fato, renova sua carteirinha da biblioteca em vez de tomar medidas concretas para fugir de Paris, como lhe aconselha sua ex-mulher, Dora. Escreve, então, em fevereiro de 1940, as belíssimas teses Sobre o conceito de história, um marco da crítica de esquerda à historiografia burguesa e, também, à “ideologia do progresso” que, segundo Benjamin, impede as forças de esquerda de resistir realmente ao fascismo.

Em 1940, as tropas alemãs ocupam a Dinamarca e a Noruega. Em maio começa o ataque contra a Holanda, a Bélgica e a França. No dia 20 de maio se inicia a construção de Auschwitz. Em 3 de junho há um ataque aéreo alemão em Paris, que será ocupada pelas tropas alemãs em 14 de junho. Em 17 de junho se forma o Ministério de Pétain em Vichy, em 22 de junho se conclui um armistício entre Alemanha nazista e a França de Vichy. A França se compromete a entregar os emigrantes refugiados alemães às autoridades alemãs.

Em 23 de maio de 1940 é proclamada uma segunda ordem do governo francês, ordenando aos “alemães, aos habitantes do Saarland e de Dantzig” e aos outros “estrangeiros de nacionalidade indeterminada mas de origem alemã” que se reúnam num outro estádio perto de Paris. Graças à nova intervenção de Hoppenot, Benjamin escapa, por milagre, desta nova internação que, muito provavelmente, o teria levado a outros campos, desta vez de extermínio. Consegue ainda fugir de Paris de trem para Lourdes, nos Pirineus, na parte ainda não ocupada da França, onde reencontra outros refugiados. De Lourdes tenta desesperadamente conseguir asilo em outro país. Escreve ao historiador suíço Jacob Burckhardt em fins de julho de 1939, pedindo um visto de entrada na Suíça. Os amigos de Nova York batalham um visto provisório de entrada nos Estados Unidos e enviam ao consulado americano em Marselha. Benjamin passa alguns dias em Marselha, provavelmente em meados de agosto, encontra na cidade outros refugiados e emigrantes (Kracauer, Koestker etc.) e consegue, de fato, um visto de trânsito através da Espanha e de Portugal para embarcar para os Estados Unidos. Não consegue, porém, um documento essencial: um visto francês de saída da França. Não sendo mais alemão aos olhos dos alemães – já que foi destituído da cidadania alemã em 1939 -, não sendo francês – já que não conseguiu a naturalização -, só lhe restava este estatuto de “estrangeiro de nacionalidade indeterminada mas de origem alemã” que grita por uma regularização irrealizável. Decide, então, tentar sair do país ilegalmente. Forma um pequeno grupo com uma senhora conhecida em Marselha, Hanny Gurlan, e com o filho dela de dezessete anos. Em Vernuche, no Campo de “trabalhadores voluntários”, tinha conhecido Hans Fittko, outro emigrado alemão, reencontrado em Marselha. Este lhe passa o endereço de sua esposa, Lisa Fittko, uma mulher corajosa que ajudou vários refugiados a atravessar os Pirineus em direção à Espanha por caminhos de contrabandistas.

Lisa Fittko escreveu, quarenta anos mais tarde, um livro de memórias sobre esta época. Num artigo de 1982, na revista Merkur, intitulado “The Story of Old Benjamin”, ela descreve o último caminho de Walter Benjamin. O título é revelador: Benjamin era velho não só porque sábio como um ancião chinês; estava gordo, sofria muito do coração, aparentava mais que sua idade (48 anos). A descrição da subida íngreme, no sol, por uma senda montanhosa que desaparece no cerrado, é pungente. Benjamin carrega consigo uma pasta preta pesada, com manuscritos preciosos que ele quer salvar a qualquer preço e que desapareceu misteriosamente depois da sua morte. Seus companheiros se revezam para ajudá-lo. Ele sobe devagar: dez minutos de subida, um minuto de pausa, cronometra o tempo no seu relógio. Escreve Lisa Fittko: “He seemed to be quite absorved by the job of timing himself”. Encontram o caminho, mas com dificuldades. Na primeira noite na montanha, Benjamin prefere ficar sozinho ao céu aberto e não quer voltar para uma aldeia próxima – para confirmar junto a uns amigos que o caminho indicado estava correto – e, mais tarde, refazer o caminho de subida. Teria tido um pequeno derrame nesta noite? Não está bem quando Lisa Fittko e os outros o reencontram no dia seguinte, mas continua subindo. Respira com dificuldade. (Na introdução ao livro sobre o drama barroco, tinha escrito: “Incansável, o pensamento começa sempre de novo e volta sempre, minuciosamente à própria coisa. Esse tomar fôlego infatigável é a mais autêntica forma de existência e contemplação”). Lisa Fittko deixa o grupo para voltar para o lado francês quando se avista o posto de polícia, na fronteira com a Espanha, perto de Port Bou. Quando chegam no posto, Benjamin, sua companheira, o filho dela e três outras senhoras que tinham chegado por outro caminho são avisados que não podem passar e que devem voltar para a França, isto é para a polícia do governo de Vichy e, rapidamente, para as mãos da Gestapo, pois não têm os documentos necessários: falta o visto de saída da França, o visto de trânsito através da Espanha não é suficiente. Desesperados e exaustos, ainda conseguem permissão para passar a noite do dia 25 ao dia 26 de setembro num pequeno hotel, que se chama Hostal International. No dia 26, de manhã cedo, Benjamin chama Hanny Gurland e lhe diz que tomou na noite anterior a dose letal de morfina que sempre trazia consigo. Agoniza o dia inteiro. O filho de Hanny Gurland e o velho dono do hotel lembram da sua respiração ofegante, cujo ruído atravessa a porta fechada do quarto. Morre pelas dez da noite. O médico diagnostica uma “hemorragia cerebral” como a causa do óbito. Hanny Gurland cuida ainda de pagar uma vaga no cemitério por cinco anos, mas não assiste à inumação porque, finalmente, consegue com os seus companheiros uma autorização do chefe da polícia local para passar a fronteira e seguir rumo a Portugal.

Alguns anos mais tarde, já não há mais nenhum indício do túmulo de Benjamin. O Partido Socialista Operário Espanhol manda afixar, em 1979, uma placa em catalão no cemitério, em memória de Walter Benjamin, “Filosof Alemany”. Hoje, depois de longos debates, ligados ao seu financiamento, há no cemitério uma escultura simples do artista israelense Dani Karavan em memória de Benjamin. Sua memória também persiste, assim esperemos, nos seus escritos e nas lutas em favor de outros refugiados, emigrantes, migrantes, exilados, e outros estrangeiros de origem variável.

Este texto é uma versão modificada do artigo publicado por Jeanne Marie Gagnebin intitulado “Walter Benjamin, um estrangeiro de nacionalidade indeterminada, mas de origem alemã”. In: Márcio Seligmann-Silva. (Org.). Leituras de Walter Benjamin. 1 ed. São Paulo: FAPESP e Anna Blume, 1999, v. 1, p. 201-208, 2ª edição. Disponível em:

http://www.uesc.br/nucleos/nbewb/biografia.html

Principais obras do autor usadas na pesquisa de Audiovisualidades de TV:

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985.

BENJAMIN, Walter. Passagens. São Paulo: IMESP, 2006.

Conceitos mais usados:

Imagem dialética. Constelação. Cartografia. Técnica. Passagens. Ur-história. Força messiânica do passado. Experiência. Fotografia. Cinema

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